.
(SEM QUE NISSO INTERVENHA A DISTÂNCIA NO TEMPO, HÁ RECORDAÇÕES FÁCEIS E RECORDAÇÕES DIFÍCEIS... )

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

"EXTRAVAGANTE"...

'UXU KALHUS'

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Ouvi-os pela primeira vez, por mero acaso, numa viagem de carro em que ia com o meu filho. Era um dos programas do  Armando Carvalhêda  na Antena 1 (transmitidos do Teatro da Luz) e  não houve quaisquer desacordos geracionais - ambos gostámos e muito do que ouvíamos. A partir daí, tenho-os seguido com alguma atenção. Gosto deste tema e da "extravagância" de, em sossego,  invocar a extravagância de "fazer uma noitada!".

2ª CONFERÊNCIA SEARA NOVA...

"Leituras da Crise"  
(Dia 3 de Março - 15h00, sala Veneza, Hotel Roma)
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"A 2ª Conferência Seara Nova, da série que integra as comemorações do 90º aniversário da Revista, irá realizar-se no dia 3 de Março, tendo como tema a crise económica e financeira por que passam as sociedades ocidentais e em especial a União Europeia. Não deixarão de ser consideradas a situação da Zona Euro e o descalabro da economia portuguesa, subordinada às imposições da troika e à política ultra conservadora do governo PSD/CDS.
São oradores convidados os Senhores Prof. Doutor António J. Avelãs Nunes (Universidade de Coimbra) e Prof. Doutor João Ferreira do Amaral (Universidade Técnica de Lisboa)." 


E lá estarei!

A NOITE, À NOITE, NA NOITE...

 HÁ QUEM DURMA SÓ, À NOITE,
ACOCORADO COM O FRIO.
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Não é preciso viver em solidão ou ser-se Etelvina para o saber. E a noite tudo amplia. 
Na noite há sortilégios e encantamentos vários. Não será necessário praticar invocações para o sentir. 
Onde há pouco estava o sol a oferecer-nos um olhar claro sobre o mundo, agora há apenas sombras. Onde ainda mesmo há bocadinho se via,  em luminoso  alinhamento,  Júpiter e Vénus com um crescente lunar brilhante, agora há só névoa.
Como posso gostar tanto da noite?
.
(fotografia captada pelo meu telemóvel, algures, na noite de ontem)

VIBRÁTIL, FINA, PERFUMADA E CLARA...

ONDULA A ARAGEM QUE O AMOR PROVOCA
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Vibrátil, fina, perfumada e clara
ondula a aragem que o amor provoca.
Longe respira a vida. Aqui o sonho.
Tudo é infância de águas e colinas
Na manhã dos teus olhos.
E vôos de mãos dadas.
E cantos, cantos de infinito amor,
Nos galhos, nas correntes e nas sombras veladas.


Envolve-se de nuvem nosso abraço.
Vibrátil, fina, perfumada e clara
ondula a aragem. Fadas e duendes
agitam instrumentos na folhagem.

Vibrátil, fina, imperceptível, fluída
orquestra ao longe. Ao fundo dos sentidos.
Dedos de flores ondeiam sobre a pele
de Céus indefinidos.

Cantam mistérios bocas fascinadas.
Abrem corolas sob a luz que as toca.
Vibrátil, fina, perfumada e clara
ondula a aragem que o amor provoca
-
(Poema de Natércia Freire)

('Wind from the see', pintura de Andrew Wyeth)

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

DE VOLTA AOS MEUS 'CLÁSSICOS', POIS ENTÃO!...

ON A DAY LIKE TODAY! 

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We passed the time away
 Writing love letters in the sand

E, MAIS UMA VEZ, FOMOS VER O MAR...

Para confirmar que no dia enevoado que estava, 
ele  continuava a passar de onda em onda, repetido.
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..... 
E continua! Numa ligeira neblina e um pôr do sol rosado.
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(fotografia tirada com o meu telemóvel)

ROSA ROSA ROSAM, ROSAE ROSAE ROSA, ROSAE ROSAE ROSAS, ROSARUM ROSIS ROSIS...

JACQUES BREL, musicando uma declinação latina?
 JORGE FREIRE dando cor ao cinzento dos dias!
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Partilhar aqui esta fotografia do Jorge Freire é um feliz exemplo de como as redes sociais podem aproximar as pessoas, aprofundando  o conhecimento que delas tínhamos, ou criando novos relacionamentos.
Não quero dizer, com isto que digo,  que as redes sociais são só vantagens e encontros felizes. Não são. Acho mesmo que é preciso adquirir uma certa literacia (lá vai jargão da moda!) para bem lidar com elas. Encontra-se de tudo nas redes sociais. Mas... tal como na vida. Nelas estamos debaixo de apertada vigilância. Pois... tal como na vida, lamento dizê-lo.
E sendo isso tudo que digo e ainda mais, seguramente também  mau, permitem-nos o pequeno grande gesto da partilha fácil das coisas de que gostamos. E isso é muito bom!

E foi o que aconteceu com esta fotografia. Se não existisse facebook, não a teria visto. E seria pena.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

NEM SEMPRE OS DIAS QUE PASSAM SÃO PASSADO...

Cruzamos caminhos às vezes na escrita. Outras vezes  não!
Vemo-nos por vezes no rio, presença constante nos seus textos.  Outras  vezes não!
Partilhamos às vezes o olhar com que vemos o mundo. Outras vezes não!
Mas sempre nos encontramos nos laços que nos unem!

... às vezes, também não...-
-
-
   

"Nem sempre os dias são dias passados
A ver os restos dum porto de abrigo
Quando era pequenino era soldado
Os cartuchos punha-os dentro do umbigo

(...)

José Afonso

Que fazes com os dias que passam, Zeca?!

Nem sempre os dias que passam são passado. O vazio que fica de uma madrugada em branco também abafa a manhã que quer nascer num novo dia, escondendo-se atrás de sons e pequenos nadas, que nos acordam para uma verdade que não queremos ouvir...


Não, nem sempre os dias que passam ficam no passado. Quantos e quantos forçam a entrada numa palavra embrulhada em memórias que nos obrigámos a esquecer ao fechar a gaveta das águas passadas sem ver que, dos lados, a água fica sempre a escorrer...


Nem sempre os dias que passam ficam no passado. Adormecem, esmorecem, mas num qualquer dia normal, como tantos os outros, agitam-se num quadro que se rasga e deixa sair a maré que continha, numa praia deserta, e invade a realidade com uma onda sem fim...


Nem sempre os dias são dias passados. Revivemos os anos numa espiral de lembranças, recortes de memórias, gritos abafados, que nos chegam duma planície alentejana onde, aparentemente nada se passa e, no entanto, tudo se levanta.


Nem sempre os dias são dias passados. Arrumamos o estojo de primeiros socorros de palavras seguras e lugares perfeitos e levamo-lo connosco para tapar as feridas com um penso rápido, mas nem sempre elas ficam no dia que passa...

Liliana


Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

EN MI PATRIA HAY UN MONTE...

EN MI PATRIA HAY UN RIO

Ven conmigo!
-


En mi patria hay un monte.
En mi patria hay un río.
. 
Ven conmigo.
 .
 
La noche al monte sube.
El hambre baja al río.
. 
Ven conmigo.
 . 
Quiénes son los que sufren?
No sé, pero son míos.
 . 
Ven conmigo.
. 
No sé, pero me llaman
y me dicen «Sufrimos».
. 
.
Ven conmigo.
 . 
Y me dicen: «Tu pueblo,
tu pueblo desdichado,
entre el monte y el río,
con hambre y con dolores,
no quiere luchar solo,
te está esperando, amigo».
 .
Oh tú, la que yo amo,
pequeña, grano rojo
de trigo,
será dura la lucha,
la vida será dura,
pero vendrás conmigo.
.
('El Monte y El Rio ', poema de Pablo Neruda)
-
(A fotografia é de Vasco Ribeiro  - Algarve 2004)

CENÁRIO DE FIM DE SEMANA...

(Serigrafia de Pedro Buissel)
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Embora o 'meu' seja um Alentejo com mar e tudo.

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

FANTÁSTICO, ESTE CORO CORSO!...

  Chama-se'A Filetta'
e é do melhor que tenho ouvido em música coral polifónica!

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Foram-me dados a conhecer pelo meu amigo Jorge Vasconcelos, a quem agradeço esta prenda virtual. São extraordinários e podem ser encontrados aqui.

POR CIMA SE CEIFA O PÃO, POR BAIXO FICA O RESTOLHO...

MENINA NÃO SE ENAMORE
DO RAPAZ QUE EMBISGA O OLHO!
(AI!)

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

PARA ALÉM DA TÉCNICA...

QUALQUER COISA MAIS!


Ver este vídeo, um excerto de uma masterclass de Kovacevich, mostra-nos que quando um(a) pianista atinge determinado nível, já não há que ensinar-lhe técnica, porque essa já o pianista tem.  Ainda assim, há quem saiba sugerir, propor, transmitir, algo mais. Qualquer coisa para além da técnica. Qualquer coisa que depois agarrará o espectador, não só pelo ouvido, mas também pela emoção.

TUDO ESTÁ BEM, QUANDO ACABA BEM?...

... HÁ MAIS COISAS NO CÉU E NA TERRA 
DO QUE SONHA A TUA FILOSOFIA!
(E NADA É SÓ PRETO, OU SÓ BRANCO)
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'Reflexões' preguiçosas ao sabor de lugares comuns, já longe da sua origem  shakespeariana
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Mas não te fies na virgem! Nem nas cartomantes!
Nem em messias, já agora! E este é um conselho sério. Mesmo que em tom ligeiro. Sei que não me foi pedido, mas eu sou assim: uma mãos largas em matéria de letras. E palavras. Escritas.

E A BENÇÃO PAPAL VAI PARA...

... A BERETTA!
(O Banco do Vaticano é o 2º maior accionista da Pietro Beretta SpA)
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

UTOPIA - E QUE OUTRO FUMO DEVEREI SEGUIR NA MINHA ROTA?...

Cidade 
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
  É teu a ti o deves
lança o teu
desafio

...................................
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota? 

E HÁ AS VERDADEIRAS, QUE MAIS ME PARECEM TIRADAS DE HUMOR...

(num humor negro...)
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 A ministra da Agricultura diz que tem «fé» que chova nas próximas semanas e assim diminuam os efeitos da seca.
 "Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova"
(AQUI)

NUNCA UMA NOTÍCIA FALSA ME PARECEU TÃO VERDADEIRA...

(num humor ácido...)

"Governo vai mais longe que novo cardeal e diz que devem ficar os dois em casa, o homem e a mulher!"

.

 "O governo afirmou hoje que o novo cardeal é piegas ao dizer que é só a mulher que deve ficar em casa. «Devem ficar os dois, o homem e a mulher», defendeu o ministro da Economia, lembrando nessa matéria o sucesso das políticas de desemprego do Governo."

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

E AMANHÃ, A TARDE E A NOITE SERÃO DE TRIBUTO A ZECA...

25 ANOS APÓS A SUA MORTE
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Ao fim da tarde na Biblioteca Museu República e Resistência e à noite na Academia de Santo Amaro.
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(Ver SITE da Associação José Afonso)

"ZECABOLINAR É PRECISO"...

 COM O COMBUSTÍVEL DA UTOPIA,
NO CAMINHO DA REVOLUÇÃO. 
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"A revolução não é um evento e pronto, já está. É o longo processo de emancipação da gente. É a reapropriação do mundo que pertence a quem o faz. Podemos apregoar que tudo está mal e nada fazer para o mudar - tanta gente o faz... Ou podemos pegar na história pelos cornos, e construir novos alicerces para o mundo. Zeca Afonso foi revolucionário na palavra e na acção."
(Ler AQUI o dossier Zeca Afonso, onde se inclui o texto de Pedro Rodrigues, de que retirei a citação acima)

PORQUE SE CHAMAVAM HOMENS...

TAMBÉM SE CHAMAVAM SONHOS
E OS SONHOS NÃO ENVELHECEM

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Agradecendo à Mariana este tema  que me deixou no comentário do post anterior.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

HÁ ESQUINAS EM QUE APETECE...

ENGANAR O DESTINO
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Nem sempre o caminho
é voltar para trás
há esquinas em que apetece
enganar o destino
e seguir numa paralela
há poemas assim como crianças
escondidas debaixo da cama
para não serem vistas
eu tenho uma cama de pregos
por cima das palavras
em que me escondo.

('Improviso quase poético em forma de brinquedo', poema de Ademar Santos)
('Entre Lineas' pintura acrílica sobre tela de Diego Quintavalle)

E NÓS, POR CÁ ...

(mas mais ao norte)
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Não é, decididamente,  uma época do ano de que eu goste, o carnaval. Mesmo com a atração do colorido 'pecaminoso' prévio à quaresma que,  convenhamos, nos dará pelo menos a possibilidade de o olhar "cum grano salis".
Mas nem assim...
Não gosto, porque as festividades carnavalescas que nos são mais próximas  se limitam a brincadeiras inconsequentes de duvidoso gosto e  imagens decididamente inestéticas. E é assim em quase todo o país, que se fica entre a imitação pobrezinha do carnaval brasileiro, com rapariguinhas em biquíni,  lutando com o frio e com o ritmo do samba, e o 'excesso visual' das matrafonas de brilhantes cabeleiras loiras e barba cerrada.
Parece que a esta descrição escapam algumas manifestações regionais, como a dos caretos, mas que eu nunca visitei:
"Os Caretos representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros.
Interrompendo os longos silêncios de cada inverno, como que saindo secretos e imprevisíveis dos recantos de Podence, surgem silvando os Caretos e seus frenéticos chocalhos bem cruzados nas franjas coloridas de grossas mantas."
Talvez para o próximo ano, quem sabe.

AINDA CARNAVALESCA...

-
('O Carnaval de Arlequim', de Joan Miró)

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

EXTRAVAGÂNCIAS?...

«Poeta exclusivo do amor»
me chamaram. E era talvez certo.
Mas o vento aqui sobre a erva e os rumores
da cidade longínqua
não são eles também amor?
Sob nuvens quentes
não são ainda o som
de um amor que arde
e não mais se afasta?
.
('da extravagância', um breve poema de  Andrea Ragusa, numa tradução de David Mourão-Ferreira)

DANS L'AIR DU TEMPS (II)...

 -
(Pinturas de Marcel Nino Pajot)

E A QUEM OUSOU SER MAIS QUE A OUTRA GENTE...

em sua perdição se conjuraram
calúnia desamor inveja ardente
  e sempre os inimigos sobejaram...
-
(Referência a poemas de Sophia  e Camões)  .
('Se me va', acrílico sobre tela de Rafael Espitia)

HEY, YOU!...

OUT THERE IN THE COLD
GETTING LONELY, GETTING OLD
-

-
Hey you
Standing in the aisle
With itchy feet and fading smile
Can you feel me?

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

DANS L'AIR DU TEMPS ...

-
(Pintura de George Coruminas)

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

E AGORA, QUE O CARNAVAL CHEGOU?...


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Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
E não posso falar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo
Molhado de maracujá
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando
Que eu vou aturar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar

TÃO NATURAL COMO A SUA FOME?...

É, PROVAVELMENTE, O TRICOT!
-
-
Confesso que o esparguete nunca me sugeriu o tricot, mas alguns fios dependurados (e inconvenientemente à mostra) de routers, modems e outros aparelhos de que nem sei os nomes, quanto mais a serventia, já me deram vontade de os transformar numa peça bem tecida  e colorida.

NUM ECO DA INVENÇÃO DE UM OUTRO (...) O POEMA TRAZ CONSIGO A VOZ QUE ELE PRÓPRIO ESCREVEU...

"ESSA VOZ EMPRESTADA QUE UM DIA TE INVENTOU PARA O AMOR
A RAZÃO ENQUANTO ARDIA, A ÚNICA RAZÃO"
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-
É uma voz. segura e trémula a ouves / e
rigorosa é; e diz em voz alta a litania.
Não sabes bem se é do passado
que vem; ou se do futuro chega
despedindo-se. sabes que não é presente
a luz, a chama ou o luar que nela vibra.
Recordas, porque inventas: Ela é o eco
da invenção de um outro, quando diz

o teu rosto inclinado pelo vento;
a feroz brancura dos teus dentes.
sabes então que feroz é também essa voz

que de cor diz os versos. E tu escutas
sem conto essa ferocidade que se quebra
e de um para o outro verso estremece:
o triunfo cruel das tuas pernas;
colunas em repouso se anoitece;

A  voz não a ouves agora. Não está aqui.
Mas há uma praia do tempo, uma noite branca
fulgurando entre mundos: e o poema
regressa à impossível presença.
Lês em silêncio; os dedos tacteando
o eco de um eco. Recordas segundo a invenção.
E o poema traz consigo a voz que ele próprio
escreveu: essa voz emprestada
que um dia te inventou para o amor:

a razão enquanto ardia, a única razão.


(Manuel Gusmão, in «Migrações do Fogo», Na Noite das Imagens)
.
('Paisaje', óleo sobre tela de Alfredo Chala)

I WISHED ON THE MOON...

(Billie Holiday)


I wished on the moon
For something I never knew
Wished on the moon
For more than I ever knew
A sweeter rose, a softer sky
On april days that would not dance by
I begged on the stars
To throw me a beam or two
Wished on the stars
And asked for a dream or two
I looked for every loveliness 
It all came true
I wished on the moon for you

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

OUTROS FILMES...

CICLO DE CINEMA SAHARAUI
-

HEART STRINGS...

CINCO COISAS (5) QUE TEMOS MESMO QUE SABER...

SOBRE O DÉFICE:
1. Défice não é o mesmo que despesa pública
2. O défice aumentou por causa da crise financeira e da recessão que se lhe seguiu
3. Cortar nas despesas públicas leva a uma diminuição da receita fiscal
4. Cortes na despesa podem levar ao aumento da despesa pública
5. O crescimento da economia pode diminuir o défice

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Ler o desenvolvimento de cada um dos pontos AQUI

MAS ÀS VEZES, OS DIAS SÃO MAIS...

como direi? FUNCIONAIS! 
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(Serigrafia de Catarina Castel-Branco)

SONHO É A MINHA VIDA DIÁRIA...

 AJO ENQUANTO SONHO
-
-
...
No sonho, o bom senso e a loucura,
Na loucura, o sonho e o dia a dia
Ligados, entre si todos semelhantes:
 
Sonhando ou acordado, sou louco e sou sensato.
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(De 'A identidade dos contrários', poema de Edouard Roditi / versão de Herberto Helder)
-
('Cerzir sonhos', poema visual de Constança Lucas)

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

TODA A GENTE SABE QUE UMA PASTA DE DENTES É UMA COISA MUITO PERIGOSA...

PELO MENOS, PARA  CASAIS DISFUNCIONAIS...
(c/ Barbara Hannigan)

  
......
Barbaba Hannigan está hoje na Gulbenkian, onde eu, por contingências várias, que resultaram em  infeliz  impedimento, não estou.
 "O programa que Barbara Hannigan traz ao Grande Auditório, na dupla qualidade de soprano e maestrina, terá o momento alto na interpretação de Mysteries of the Macabre, de György Ligeti, que a projectou mundialmente. Nascida no Canadá, Barbara Hannigan está longe de ser uma soprano convencional, tendo já apresentado 75 obras em estreia mundial."

PORQUE SOMOS GREGOS, UMA PLÊIADE DE HELÉNICOS ADOPTIVOS...

QUE RECEBEM AS FÚRIAS COM PASTEIS DE NATA
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"Acabam de chegar. Instalam-se no quartel-general do austeritarismo, algures entre o gabinete de Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira. Com as suas ferramentas estatísticas, medem o futuro de Portugal e, inevitavelmente, o futuro da zona euro (porque a tese do pecado original helénico cairá por terra quando todos perceberem que o problema é sistémico). Em certo sentido, a chamada troika — a comissão conjunta do FMI, representado por Poul Thomsen, do Banco Central Europeu, representado por Rasmus Rüffer, e o híbrido (ou a hidra) Comissão Europeia-Fundo Europeu de Estabilização Financeira, representado por Jürgen Kröger — é uma versão empobrecida das Erínias, ou Fúrias, que Ésquilo eternizou na Oresteia e Dante versou no Canto IX da Dívina Comédia. Entidades vingadoras do matricídio e parricídio, são incansáveis e amaldiçoadas."
.
-

(Continuar a ler AQUI este excelente texto do Luís Bernardo)

E MAIS UM ANIVERSARIANTE...

CARLOS PAREDES
(que faria 87 anos)

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 "Sou um instrumentista popular. Tudo o que tenho da música erudita é apenas aquilo que me é exigido por uma cultura geral tão bem fundamentada quanto possível. (...) Se alguma coisa está por dentro da música, da poesia, da ciência, enfim, é a realidade. Se sinto a música de um lado e a realidade do outro, não tenho dúvidas: estou a viver uma ilusão, uma falsa música ou uma falsa realidade." 
----------------------(Carlos Paredes) 
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E hoje é então dia de efemérides. 
Relembrando pessoas 'nossas' e extraordinárias.

FARIA HOJE 101 ANOS...

 ORLANDO RIBEIRO
(O geógrafo fotógrafo)
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- 
A ver: "Deambulações: Diálogos fotográficos com Orlando Ribeiro", no átrio da Reitoria da Universidade de Lisboa. -
 -


“Saber não é apenas desejar entender: é também possuir a consciência do mistério persistente que fica para além do que à razão se afigure claro e compreensível. A evidência – no sentido lato que a palavra tem na linguagem científica inglesa – talvez não seja mais que um “acidente” da essência. A evidência é o domínio próprio da Ciência; mas não é inútil, uma ou outra vez, reflectir sobre a natureza, o valor e as limitações desta forma de conhecimento. Nenhum ramo do saber dispensa a epistemologia: dela se pode tirar, pelo menos, perante os êxitos espectaculares da Ciência moderna, uma lição de humildade, proveitosa a quem for capaz de entendê-la”.
Orlando Ribeiro, in “Variações sobre temas da Ciência

DESCARTAR A GRÉCIA?...


Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

I CAN'T GIVE YOU ANYTHING BUT LOVE...

THAT'S THE ONLY THING I'VE PLENTY OF

HELENAMENTE...

 -
É PÁLIDA A LUZ NAS MANHÃS DE INVERNO...
-
["Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver."(*)]

Digo-te ou não daquela curva em que me detive, se bem que apenas num suspiro, imediatamente esquecido?
Digo-te ou não dos tantos azuis que guardo na  transparência das luas, sem me decidir a que noites os devolver?
Digo-te ou não daquela rima que procurei, e não encontrei, no verso final do poema? 
Digo-te ou não de todas as batidas do coração, mesmo daquelas que tanto se alongam, de si distraídas num voo além?
Digo-te ou não de todos os sobressaltos,  dos olhos,  do coração?
Digo-te, ou não?
Digo-te.
Não? 
-
H.D.
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. -
(*) - Citando os versos finais de um poema do heterónimo de Fernando Pessoa, Alexander Search.
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(Óleo sobre tela de Augusto Banegas)

UMA SONORIDADE DIFERENTE...

('Maravillosos' - AMINA ALAOUI)

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"Depois de colaborar num registo com Jon Balke, Arco Iris marca a estreia de Amina Alaoui no catálogo da ECM com um projeto próprio. Cantora versátil e de influências diversas, Alaoui, que nasceu em Fez, explora as relações entre o flamenco, o fado e a música do Magrebe e do al-Andalus. É uma música quente e exótica, cujas sonoridades nos soam estranhamente familiares."
Amina Alaoui vai estar, no próximo dia 14 de Março, no CCB.

SO DEEP IN MY HEART...

YOU'RE REALLY A PART OF ME!
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('Undivided Heart' - Bogdan Prystrom | Digital photomontage art)

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

E É (FOI) UM EXCELENTE DIA PARA UM DOS MEUS 'CLÁSSICOS'!...

(com alegres e coloridas memórias da adolescência)

SUR TOUTES LES PAGES BLANCHES...

J'ÉCRIS TON NOM, LIBERTÉ!
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Inúltil. A gaiola
nunca aprisiona
as penas do canto.
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(Hai-Kai de Yeda Prates Bernis)

CORAÇÃO, RELÓGIO TONTO!...

TUAS HORAS SEMPRE SÃO
DESEJOS DAS QUE HÃO DE VIR,
SAUDADES DAS QUE LÁ VÃO!..
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(para que se não diga que não falei das 'flores' do dia...) 
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