.
(SEM QUE NISSO INTERVENHA A DISTÂNCIA NO TEMPO, HÁ RECORDAÇÕES FÁCEIS E RECORDAÇÕES DIFÍCEIS... )

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

UTOPIA - E QUE OUTRO FUMO DEVEREI SEGUIR NA MINHA ROTA?...

Cidade 
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
  É teu a ti o deves
lança o teu
desafio

...................................
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota? 

2 comentários:

lenço de papel; cabide de simplicidades disse...

A Maria hoje ou ontem ofereceu-me este poema do Zé Afonso e agora vejo-o aqui. Gostei. A filha dele queixa-se que ninguém(refer-se ao estado) lhe cuida do espólio. Enfim... é sempre a mesma coisa. Ab

Helena Dias disse...

Ontem, no espetáculo da As. José Afonso na Academia de Santo Amaro li uma frase do Zeca relacionada com a utopia, que eu acho que o caracteriza:
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia comporto-me como se ela fosse tangível"

Bom dia!
A noite ontem foi longa. Já era hoje, bem hoje, quando o tributo a Zeca acabou e voltámos a casa.
O dia começa tarde e as tarefas são muitas, até porque logo há mais Zeca, ao jantar, no Seixal.
Até mais logo.