Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio
...................................
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
2 comentários:
A Maria hoje ou ontem ofereceu-me este poema do Zé Afonso e agora vejo-o aqui. Gostei. A filha dele queixa-se que ninguém(refer-se ao estado) lhe cuida do espólio. Enfim... é sempre a mesma coisa. Ab
Ontem, no espetáculo da As. José Afonso na Academia de Santo Amaro li uma frase do Zeca relacionada com a utopia, que eu acho que o caracteriza:
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia comporto-me como se ela fosse tangível"
Bom dia!
A noite ontem foi longa. Já era hoje, bem hoje, quando o tributo a Zeca acabou e voltámos a casa.
O dia começa tarde e as tarefas são muitas, até porque logo há mais Zeca, ao jantar, no Seixal.
Até mais logo.
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