para além de fundador do PT e...
"pai do Chico", claro!.......................
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"pai do Chico", claro!.......................
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(segundo o próprio, apresentar-se como pai do Chico era uma garantia de ter sempre uma boa mesa nos restaurantes do Rio, em noite de fim de semana)
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(Assinando o primeiro registo do PT)
"Historiador e amante da literatura, entre os alemães que então estavam em moda, decidiu-se por Max Weber e por George Simmel, textos de quem ele privou diretamente quando da sua estada na Alemanha entre 1929-1930. Daí a preocupação dele, recorrendo à sociologia weberiana, em identificar entre os ocupantes do Novo Mundo os “tipos ideais” , cunhando então as figuras do semeador e do ladrilhador, para melhor distinguir a colonização lusitana da espanhola.
Ao contrário de Gilberto Freyre, que exaltara a adaptabilidade do português no trópico, Sérgio Buarque queixou-se, veemente, da má vontade deles para com as letras, para com a imprensa e a educação, deixando o Brasil colônia mergulhado por três séculos numa ignorância estratégica. Viu-os como simples semeadores que mal queriam sair do litoral, os “caranguejos” do Padre Antonil, feitores criando arraiais e vilarejos ao deus-dará, espremidos por latifúndios gigantescos, bem ao contrario do ladrilhador espanhol que , este sim, embrenhou-se no coração da América, ocupando-a com cidades planejadas, abrindo escolas, gráficas e universidades, desbugrando o Novo Mundo. Atribuiu a eles, aos lusos, este nefasto gosto nosso pelo palavreado sem freio, sonoro mas nem método, o cultivo da inteligência como ornamento, sem aplicação útil, a busca bocó pelo anel de grau, a “ equivaler a autênticos brasões de nobreza.” E, claro, o pavor à técnica e às artes mecânicas em geral, vistas sempre como atividades inferiores, indignas de um homem de bem. Para Sérgio Buarque, o momento crucial da historia social do Brasil dera-se com a Abolição."

2 comentários:
Oi, Helena, que bela lembrança, o pai do Chico. Nesse link aqui você encontra coisas que ele escreveu, inclusive um depoimento do Chico:
http://almanaque.folha.uol.com.br/sergiobuarque.htm
Depois mando mais coisas que tenho, dele e sobre ele. As coisas de minha autoria ainda estão em "estado de tese", digamos, aquela coisa do diamante bruto que pede uma lapidada. Mas eu tenho muita coisa dele e sobre ele, afinal paixão é paixão.
O verbo trocar é dos meus preferidos, sem isso a gente não vive.
Beijo carinhoso.
Obrigada, Mariana. Vou ver esse link.
Trocar é, de facto, um excelente verbo.
Outro beijo para si.
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