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É PÁLIDA A LUZ NAS MANHÃS DE INVERNO...
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["Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver."(*)]
Mas que elas, por si só, não deixam ver."(*)]
Digo-te ou não daquela curva em que me detive, se bem que apenas num suspiro, imediatamente esquecido?
Digo-te ou não dos tantos azuis que guardo na transparência das luas, sem me decidir a que noites os devolver?
Digo-te ou não daquela rima que procurei, e não encontrei, no verso final do poema?
Digo-te ou não de todas as batidas do coração, mesmo daquelas que tanto se alongam, de si distraídas num voo além?
Digo-te ou não de todos os sobressaltos, dos olhos, do coração?
Digo-te, ou não?
Digo-te.
Não?
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H.D.
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H.D.
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(*) - Citando os versos finais de um poema do heterónimo de Fernando Pessoa, Alexander Search.
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(Óleo sobre tela de Augusto Banegas)

4 comentários:
Muito belo, muito mesmo.
Gostei que gostasses, querida HOMÓNIMA!
Obrigada pela tua visita e agradável apreciação.
Abraço amigo!
BELÍSSIMA
Ora bem regressada! Já tinha saudades! :))
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