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(SEM QUE NISSO INTERVENHA A DISTÂNCIA NO TEMPO, HÁ RECORDAÇÕES FÁCEIS E RECORDAÇÕES DIFÍCEIS... )

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

HELENAMENTE...

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É PÁLIDA A LUZ NAS MANHÃS DE INVERNO...
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["Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver."(*)]

Digo-te ou não daquela curva em que me detive, se bem que apenas num suspiro, imediatamente esquecido?
Digo-te ou não dos tantos azuis que guardo na  transparência das luas, sem me decidir a que noites os devolver?
Digo-te ou não daquela rima que procurei, e não encontrei, no verso final do poema? 
Digo-te ou não de todas as batidas do coração, mesmo daquelas que tanto se alongam, de si distraídas num voo além?
Digo-te ou não de todos os sobressaltos,  dos olhos,  do coração?
Digo-te, ou não?
Digo-te.
Não? 
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H.D.
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(*) - Citando os versos finais de um poema do heterónimo de Fernando Pessoa, Alexander Search.
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(Óleo sobre tela de Augusto Banegas)

4 comentários:

lenço de papel; cabide de simplicidades disse...

Muito belo, muito mesmo.

Helena Dias disse...

Gostei que gostasses, querida HOMÓNIMA!

Obrigada pela tua visita e agradável apreciação.

Abraço amigo!

lenço de papel; cabide de simplicidades disse...

BELÍSSIMA

Maria João disse...

Ora bem regressada! Já tinha saudades! :))