UNI-VOS!
-
-
Já o disse vezes sem conta, mas repito-o: o acordo ortográfico, a mim,
nem me causa quaisquer engulhos, nem já me faz mover em sua defesa. Afinal é
apenas, e tão só, o estabelecimento de uma norma ortográfica, para uma
língua que está em mutação todos os
dias, pois que de uma língua viva se trata. Há bastante tempo que
deixei de responder a 'provocações' de amigos e a argumentos mais ou
menos (des)honestos. No entanto, Vasco Graça Moura trouxe a discussão de
volta e, se me diverte pouco ver amigos a reabilitarem-no, como se de
repente tivesse deixado de existir nele todo o militante
rea(c)cionarismo que tão bem lhe conheciam, já me divertem algumas
coisas que foram escritas a propósito da sua atitude desafiadora. E foi assim,
divertidíssima, que li a crónica de hoje de Rui Tavares 'A voz das consoantes sem voz'.
Rui Tavares divertiu-se e divertiu-me, referindo variadíssimas palavras em que consoantes mudas há muito deixaram de se escrever, num "extremínio secular que lhes moveram os medonhos modernizadores da escripta": auctor, escripta, escriptor, traductor, sancto, accordo, peccador, summa, suppliciar, supplementar...
A crónica ainda não está disponível online para leitura integral e apenas consegui dela a imagem acima. Fica aqui transcrito, no entanto, o seu último parágrafo:
"Está assim lançado um movimento que fará os gregos corar de vergonha e os alemães tremerem das pernas. Vamos dar voz às consoantes sem voz! E depois, quem sabe, aos portugueses sem voz, sem trabalho e sem futuro"
Pois!
Rui Tavares divertiu-se e divertiu-me, referindo variadíssimas palavras em que consoantes mudas há muito deixaram de se escrever, num "extremínio secular que lhes moveram os medonhos modernizadores da escripta": auctor, escripta, escriptor, traductor, sancto, accordo, peccador, summa, suppliciar, supplementar...
A crónica ainda não está disponível online para leitura integral e apenas consegui dela a imagem acima. Fica aqui transcrito, no entanto, o seu último parágrafo:
"Está assim lançado um movimento que fará os gregos corar de vergonha e os alemães tremerem das pernas. Vamos dar voz às consoantes sem voz! E depois, quem sabe, aos portugueses sem voz, sem trabalho e sem futuro"
Pois!
-

0 comentários:
Enviar um comentário