Sábado, 31 de Dezembro de 2011
ENCERRANDO O ANO...
COM UMA IMAGEM DE 'ALBAICÍN' EM GRANADA
(onde passei a manhã de hoje)
(onde passei a manhã de hoje)
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E que encontremos a energia que 2012 nos vai exigir!
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
TELL ME WHAT ELSE SHOULD I HAVE DONE?...
Doesn't everything die at last, and too soon?
Tell me, what is it you plan to do
With your one wild and precious life?
Tell me, what is it you plan to do
With your one wild and precious life?
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(Mary Oliver, The Summer Day)
(Mary Oliver, The Summer Day)
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Esta é a citação que abre o livro que comecei a ler nos necessários momentos de repouso numa viagem iniciada logo que ficou encerrado o período natalício. Registo-a, porque a acho uma excelente questão para nos colocarmos periodicamente e muito especialmente nos momentos de balanço e projetos renovados, como o são, habitualmente, as passagens de ano.
Afinal, o mundo é misterioso e tudo é possível!
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(O livro é o 'Caderno de Maya', de Isabel Allende. A fotografia foi tirada em 'La Alhambra' de Granada, a partir do Generalife, um dos belíssimos locais que visitei nestes dias de fim de ano)
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
NA VERDADE, EU JÁ LÁ ESTIVE...
MAS, SEGURAMENTE, SERÁ BOM VOLTAR!
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BALADA DEL QUE NUNCA
FUE A GRANADA
.
Qué lejos por mares,
campos y montañas
ya otros soles miran mi cabeza cana.
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
Mi cabeza cana, los años perdidos,
quiero hallar los viejos, borrados caminos.
Nunca fui a Granada,
nunca fui a Granada.
Dadle un ramo verde de luz a mi mano,
una rienda corta y un galope largo,
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
¿ Qué gente enemiga puebla sus adarves:
quién los claros ecos libres de sus aires ?
Nunca fui a Granada,
nunca fui a Granada.
Venid, los que nunca fuisteis a Granada;
hay sangre caída, sangre que me llama.
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
Hay sangre caída del mejor hermano;
sangre por los mirtos y agua de los patios.
Nunca entré en Granada,
nunca entré en Granada.
Si altas son las torres, el valor es alto;
venid por montañas, por mares y campos.
Entraré en Granada,
entraré en Granada,
entraré en Granada.
ya otros soles miran mi cabeza cana.
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
Mi cabeza cana, los años perdidos,
quiero hallar los viejos, borrados caminos.
Nunca fui a Granada,
nunca fui a Granada.
Dadle un ramo verde de luz a mi mano,
una rienda corta y un galope largo,
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
¿ Qué gente enemiga puebla sus adarves:
quién los claros ecos libres de sus aires ?
Nunca fui a Granada,
nunca fui a Granada.
Venid, los que nunca fuisteis a Granada;
hay sangre caída, sangre que me llama.
Nunca vi Granada,
nunca vi Granada.
Hay sangre caída del mejor hermano;
sangre por los mirtos y agua de los patios.
Nunca entré en Granada,
nunca entré en Granada.
Si altas son las torres, el valor es alto;
venid por montañas, por mares y campos.
Entraré en Granada,
entraré en Granada,
entraré en Granada.
-
Rafael Alberti
.
«La actitud que el autor toma es una actitud clara: interna intimista, ya
que es un poema que escribió tras la muerte de su tan buen amigo
Federico García Lorca, y es un pequeño homenaje que le quería hacer,
contenido en su libro “Homenaje a García Lorca”.»
(...)
«Lo que básicamente quiere expresar el autor en este poema es su rabia y
su impotencia ante la muerte de los poetas en la guerra civil; hablando
sobre Granada interpreto que hace referencia principalmente al asesinato
de García Lorca, callando la voz de un poeta se cortan las alas a la
libertad de expresión y a la belleza.»
-
Domingo, 25 de Dezembro de 2011
DIZ QUE É UM "NATAL COM ARTE"...
NO MARQUÊS DE POMBAL
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Mas eu só consigo vislumbrar uma fileira de 'árvores' fracamente luminosas e umas placas que apontam em várias direções, coisas sem nexo. Mas o defeito é certamente meu...
-
(Fotografia daqui)
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
UM CASAL COM MUITAS LUAS...
E UM POEMA DESALENTADO
(atual aqui e agora, embora escrito por um poeta brasileiro em 1939)
-
-
A dívida aumenta,
A do país e a nossa.
Cada manhã sabemos
que se acumula a dívida.
A grama que pisamos
é dívida.
A casa é uma hipoteca
que a noite vai adiando.
E os juros na hora certa.
Ao fim do mês o emprego
é dívida que aumenta
com o sono. Os pesadelos.
E nós sempre mais pobres
vendemos por varejo ou menos,
o Sol, a Lua, os planetas,
até os dias vincendos.
A dívida aumenta
por cálculo ou sem ele.
O acaso engendra
sua imagem no espelho
que ao refletir é dívida.
A eternidade à venda
por dívida.
A roça da morte
em hasta pública
por dívida.
A hierarquia dos anjos
deixou o céu por dívida.
No despejo final:
só ratos e formigas.
('A dívida', poema de Carlos Nejar)
(Pintura de Gürbüz Doğan Ekşioğlu)
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
SHOW ME THE PLACE...
HELP ME ROLL AWAY THE STONE
-
show me the place, I can't move this thing alone
show me the place where the word became a man
show me the place where the suffering began
ULISSES, O REI DE ÍTACA, E O SEU MAR...
Na pintura de CARMEN GIRALDEZ
-
-
E num poema de SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
A civilização em que estamos é tão errada que
nela o pensamento se desligou da mão
Ulisses rei de Ítaca carpinteirou seu barco
E gabava-se também de saber conduzir
Num campo a direito o sulco do arado.
('O Rei de Ítaca', in
O Nome das Coisas (1977)
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
PODE SER UM SOL DE INVERNO...
MAS, CONTRARIAMENTE À CANÇÃO, SEI-LHE O CALOR
-
-
Quanto mais o tempo por mim passa, mais sei que a vida é feita de pequenos nadas, que nós fazemos grandes, mas que o tempo relativiza. Exceto no que aos afetos diz respeito. Aí, o tempo, em vez de esbater a importância das coisas, aumenta-a. Por isso, se não soubermos encontrá-los, construí-los e mantê-los, a vida entristece-se e o arrependimento de não os termos vivido, ou de os termos transformado em conflitos e tristeza, toma conta de nós, acompanhando-nos até ao fim, num misto de nostalgia e azedume, em que o novo dia deixa de interessar e nunca "outra asa nos nasce no braço".
Brinde-se então sempre aos amores! E nunca "com o vinho da casa," que também aí a escolha tudo determina.
Brinde-se então sempre aos amores! E nunca "com o vinho da casa," que também aí a escolha tudo determina.
-
Para quem me lê - e os meus leitores e leitoras são mais ou menos "comás bruxas", que los hay, los hay! - boas festas e bons amores!
('Afternoon sunlight', óleo sobre tela de Ronald Bowen)
TENDERLY...
The evening breeze
caressed the trees
tenderly
-
caressed the trees
tenderly
-
.
The trembling trees
embraced the breeze
tenderly
tenderly
CONDICIONAMENTOS...
E SEUS EFEITOS NO NATURAL DESEJO DE LIBERDADE
Não posso! Não posso!
...E nunca poderei...
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
KISSES, KISSES, KISSES...
(... IN ART)
.
(with paintings by Kleist, Magritte, Munch and many others. With music by Lenny Kravitz)
O 'BEM' E O 'MAL' NUM POSTAL DE NATAL (2)...
"A Igreja Católica Apostólica Romana é uma instituição de fins aparentemente religiosos, mas cuja acção real é a de, captando ou aprisionando os espíritos, pelo dogma, pelo misticismo ou pela superstição, os desviar de toda a integração que possam ter no progresso e no bem do género humano."
-
.
(Citação de Fernando Pessoa, in 'Marcha sobre Roma')
.
ÀS VEZES, UM SOL DE INVERNO...
-
Astro-rei que à soleiraDa portaToca meus ombros,Sagra-me cavaleiroIluminado,A estender com desassombroA minha sombra.(Poema de Marcantonio, in 'Azul temporário')
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
SEM COMENTÁRIOS: CARTA DE MYRIAM ZALUAR AO PRIMEIRO MINISTRO...
... apenas uma pequena introdução, para dizer que conheço a Myriam, que gosto muito dela, e que esta carta, excelentemente escrita, é absolutamente certeira.-
No fim, um vídeo anterior, mas não desatualizado. Infelizmente!
-Exmo Senhor Primeiro Ministro
Começo por me apresentar, uma
vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam.
Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me
conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos,
se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu
pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se
recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se
recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de
fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado,
porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França,
porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque
não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país
onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo
feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os
meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu
não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil
para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde
entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde
despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais
tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos
todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para
viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me
dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na
faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela
altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do
que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe
disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí,
curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23
anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi
textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas
oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do
que tinha aprendido.
Cresci.
Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida.
Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei
mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha
primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me
personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela
que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas
tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção".
Fiquei.
Aos 27 anos conheci a
prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego.
"Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo,
arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a
precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais
conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com
que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de
licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira
'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como
jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado,
domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como
ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado
que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar
para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor
primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci
o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã.
Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o
desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam
comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não
era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou
poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o
seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da
Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se,
depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento
deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a
comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e
descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos
aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de
bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho
actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu
bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16
anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que
arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor
primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios
familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho
uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez,
deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há
mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de
alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte,
senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o
salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto
foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito
do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os
fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas
possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e
que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido
luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros
a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro,
por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime
em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que
de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco
tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que
arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me
passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor
primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o
seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias
que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e
falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor.
Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale
e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em
compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o
primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero
pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso
emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que
nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo
arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo
aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo
responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir
nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como
os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra
via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se
torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que
venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza
muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria
dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus
melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou
praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas
dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito
mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais,
lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei,
claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano
passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No
ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas
qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu
excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre
você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da
mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha.
Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o
Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa
sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e
desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à
sua escolha, senhor primeiro-ministro.
E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.
Myriam Zaluar, 19/12/2011
-
DO CRAVO AO JASMIM...
OU OS 'DESEMPRECÁRIOS' E TODOS OS OUTROS!
-
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E porque o atrevimento anda à solta, há mais um convite à emigração. Vão embora, para qualquer outro lado!
«há muita gente, à minha volta, furiosa com isto. eu tenho medo que a direita aproveite a raiva para virar gerações contra gerações. portanto, em antecipação, associo à imagem o jasmim e as revoluções contra a falta de liberdade e de condições de vida noutras paragens.»
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
DURMO CONTRA O GLOBO QUE SE DEITA!...
'Condição'
(das mulheres e dos outros serem livres dos anzóis...)
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LA BOHÈME, LA BOHÉME...
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème
Et nous vivions de l'air du temps
La bohème, la bohème
Et nous vivions de l'air du temps
OU...
Quiere decir: amor,
amor
La bohemia, la bohemia-
Es no pensar en el dolor.
La bohemia, la bohemia-
Es no pensar en el dolor.
Domingo, 18 de Dezembro de 2011
ONTEM NO S. JORGE...
CONVENÇÃO DA INICIATIVA PARA UMA
AUDITORIA CIDADÃ À DÍVIDA PÚBLICA -
Decorreu este Sábado, dia 17 de Dezembro, em Lisboa, a Convenção da
Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública, onde mais de 700
pessoas se reuniram para discutir o âmbito, competências e estratégia
para realizar a Auditoria Cidadã, que procurará dar a conhecer a origem e
a composição das várias parcelas da dívida pública portuguesa.
.
A Convenção de Lisboa, acto fundador desta iniciativa, serviu para discutir e aprovar a composição da Comissão de Auditoria, bem como a Resolução que lhe define os princípios e as competências.
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MAIS UM ANO...
DESTE MEU 'INVERNO EM LISBOA'!
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E FOI JÁ HÁ 4 ANOS QUE ME INICIEI TIMIDAMENTE
NAS 'ARTES' DA BLOGOSFERA
.
NAS 'ARTES' DA BLOGOSFERA
.
Hoje conheço-lhe bem, se não todas as 'manhas', pelo menos a maior parte...
- aprendi a alterar o layout do blog, de acordo com as minhas preferências;
- aumentei-lhe o espaço para os posts, quer para o texto, quer para as imagens, e aprendi a fazer as alterações estéticas que me parecem adequadas;
- aprendi ainda a usar a edição em html, para coisas básicas como o bold, o itálico, o sublinhado, o tamanho das letras e a resolução de 'problemas' relacionados com a configuração do que se copia;
- passei a usar frequentemente o agendamento de posts e a intercalar o que se venha a mostrar necessário;
- fui descobrindo as potencialidades informativas das estatísticas e, se sei muito mais das funções do blogger, também hoje tenho informações, antes insuspeitadas, sobre quem me lê, como e porquê, sendo essas informações verdadeiramente fascinantes, por razões várias, mas especialmente porque se fica a perceber o que as pessoas procuram nos motores de busca, que imagens usam, enfim, o que as move.
Em resumo, com o blog, que apenas queria para registo dos meus dias, fiz imensas aprendizagens, ficando muito mais rica, portanto.
E, também por isso, estou satisfeita com o resultado final!
Sábado, 17 de Dezembro de 2011
INICIATIVA POR UMA AUDITORIA CIDADÃ À DÍVIDA PÚBLICA...
Lá estarei, porque também eu quero
ver a fatura detalhada!
-
ver a fatura detalhada!
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(Convenção hoje, durante o dia, no cinema S. Jorge) -
Esta Auditoria é a concretização de um direito fundamental de todas e
todos: o de saber o que estamos a pagar, o que devemos pagar e se
podemos pagar. Isso significa fazer o levantamento e tratamento de toda a
informação relevante, mas também tornar essa informação disponível e
compreensível para quem tem de decidir.
-
(Ver AQUI)
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
LISBOA, ANTES DO TERRAMOTO...
RECRIADA VIRTUALMENTE
Presentation video for the City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon virtual archeology project, which is implementing a recreation of Lisbon at the eve of the 1755 earthquake.
The technology used is Second Life/OpenSimulator and the research project will allow visitors to be immersed in the virtual environment and participate in interactive historical events with other users across the world, simultaneously and in real time.
This project is part of the "Connecting Cities" framework of the Centre for History of Art and Artistic Research (CHAIA), of the University of Évora.
The team brings together researchers in the area of Art History, specializing in the history of the city, urbanism, architecture and the landscape; specialists in the creation of virtual realities and experts in the application of IT resources to research and the dissemination of history.
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NENHUMA DÚVIDA, CLARO!...
Quand la femme est grillagée
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité
-
-
Écoutez ma chanson bien douce
Que Verlaine aurait sût mieux faire
Elle se veut discrète et légère
Un frisson d’eau sur de la mousse
C’est la complainte de l’épouse,
De la femme derrière son grillage
Ils la font vivre au Moyen-âge
Que la honte les éclabousse.
Quand la femme est grillagée
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité
Elle ne prend jamais la parole
En public ce n’est pas son rôle
Elle est craintive, elle est soumise
Pas question de lui faire la bise
On lui a appris à se soumettre
À ne pas contrarier son maître
Elle n’a droit qu’à quelques murmures
Les yeux baissés sur sa couture
Quand la femme est grillagée
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité
Elle respecte la loi divine
Qui dit par la bouche de l’homme
Que sa place est à la cuisine
Et qu’elle est sa bête de somme
Pas question de faire la savante
Il vaut mieux qu’elle soit ignorante
Son époux dit que les études
Sont contraires à ses servitudes
Quand la femme est grillagée
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité-
Jusqu’aux pieds sa burka austère
Est garante de sa décence
Elle prévient la concupiscence
Des hommes auxquels elle pourrait plaire
Un regard jugé impudique
Serait mortel pour la captive
Elle pourrait finir brûlée vive
Lapidée en place publique
Quand la femme est grillagée
Toutes les femmes sont outragées
Les hommes les ont rejetées
Dans l’obscurité
Jeunes femmes larguez les amarres
Refusez ces coutumes barbares
Dites non au manichéisme
Au retour à l’obscurantisme
Jetez ce moucharabieh triste
Né de coutumes esclavagistes
Et au lieu de porter ce voile
Allez vous-en mettez les voiles
Pierre Perret
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
QUANDO SE INVENTA ...
DO OUTRO
A MELHOR PARTE
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Quando se querda distância fazerperto.Quando se inventado outroa melhor parte.Quando se toma a lonjurae por certo se tem do incertoaquilo que não sabe.Quando se inventa na esperao que adivinhaser pelo excesso a linha do baraço.Quando a ausência vacilano silêncio e traz de voltao fogo no regaço
(Maria Teresa Horta)
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('Waiting for the boyfriend', acrílico sobre tela de Arijak)
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